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Por que o Euro não para de cair? Confira

A queda do euro se deve especialmente aos temores de uma recessão, sobretudo ao risco de um congelamento do fornecimento de gás.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
Zona do euro registra leve alta na atividade industrial em maio de 2025

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Na manhã da última quarta-feira (6), o euro caiu para 1,02 dólar, porém há um ano, era cotado a cerca de 1,18 dólar. Dessa forma, especialistas veem a possibilidade das duas moedas atingirem a paridade em breve, fato que ocorreu 20 anos atrás. A moeda europeia chegou a seu menor valor em 5 de julho de 2001, quando foi negociada a 0,8380 dólar.

A queda do euro se deve especialmente aos temores de uma recessão. Principalmente ao risco de um congelamento do fornecimento de gás, que preocupa os mercados financeiros, já que isso paralisaria a economia na Alemanha e na Europa. “A situação ainda é boa, mas é frágil”, afirmou Ulrich Leuchtmann, especialista em câmbio do Commerzbank, à rádio Deutschlandfunk.

Exportações em alta

A moeda fraca pode trazer vantagens, pois contribui para as empresas exportadoras. Assim, os produtos nacionais ficam mais baratos no exterior, o que estimula as vendas. Contudo, o poder de compra também é exportado para o exterior. Dessa forma, os produtos alemães e europeus se tornam mais baratos.

Inflação

Os altos preços de importação, principalmente de energia, estão intensificando a inflação. O que não é bom para o Banco Central Europeu (BCE). Visto que o órgão quer equilibrar a inflação com aumentos planejados das taxas de juros.

Todavia, o BCE não deve fazer isso imediatamente, pois corre o risco de paralisar a economia. “Ele poderia primeiro tentar intervir verbalmente”, analisa Marten. Entretanto, é mais provável que isso atraia especuladores, que poderiam contribuir ainda mais para a queda da taxa de câmbio do euro em poucos dias.

Recessão

O euro estar tão fraco frente ao dólar tem relação com a avaliação da moeda americana. O Banco Central americano está tomando iniciativas contra a inflação e já deu início ao aumento das taxas de juros.

Dessa forma, o mercado de ações está com os olhos voltados para a Europa. Pois, se a economia americana entrar em colapso, a recessão também atingirá a Europa.

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Subvalorização

Se o BCE realmente aumentar a taxa de juros em julho, isso poderia ajudar a taxa de câmbio do euro novamente.

Dessa forma, o euro poderia voltar a ser cotado a 1,10 dólar, ou até mais. Atualmente, de acordo com o ex-economista-chefe da Allianz, Michael Heise, o poder de compra do dólar está supervalorizado de qualquer maneira.

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Imagem: Giulio Benzi / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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