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Preços dos alimentos podem cair no Brasil?
Para o segundo semestre, alguns alimentos podem ficar um pouco mais em conta para o consumidor final. Saiba mais!
A inflação sobre os alimentos tem chamado atenção dos brasileiros. Apesar da deflação registrada no mês de julho, o grupo dos itens alimentícios apresentou alta. A cesta básica, fundamental às famílias, já consome metade do salário mínimo atual em algumas regiões do país. Diante dessa realidade, as pessoas querem saber, os preços podem cair?
É importante ressaltar que a alta no preço dos alimentos é influenciada por uma série de fatores. A economia global sofre com os efeitos da pandemia de Covid-19 e a Guerra na Ucrânia. Os países europeus e os Estados Unidos falam sobre os riscos de uma recessão que se aproxima.
O conflito entre Rússia e Ucrânia tornou escassa a exportação de grãos e fertilizantes, importantes recursos para a produção, além dos combustíveis, que influem diretamente sobre o preço final dos alimentos no Brasil, uma vez que o transporte rodoviário é majoritário no país.
No entanto, no último mês de julho, a Ucrânia foi autorizada a retomar a exportação de grãos, o que deve acarretar numa diminuição nos custos de produção e dessa forma, os alimentos, provavelmente, ficarão um pouco mais baratos. As políticas adotadas sobre os preços dos combustíveis também devem gerar algum efeito.
Com a mudança de estação e a diminuição nos custos, os produtores que não conseguiram arcar com a produção no inverno, devido aos altos preços e o clima seco, que prejudicou as pastagens, devem retomar os trabalhos.
Assim sendo, de acordo com economistas, no segundo semestre o preço de alguns alimentos deve apresentar um leve recuo. Para uma melhora generalizada, porém, o cenário internacional e nacional ainda precisa avançar significativamente.
Preço dos alimentos em alta
No mês de julho, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação, registrou uma queda de 0,68%. Dentre os grupos analisados para compor o levantamento, o de alimentos apresentou elevação de 1,3%. Ou seja, os itens alimentícios estão na contramão e os brasileiros têm sentido isso.
A pesquisa também apontou quais produtos tiveram as maiores altas. Confira.
- Morango: + 103,81%;
- Cebola: + 40%;
- Batata inglesa: + 29,89%;
- Leite: + 25,46%;
- Café: + 15,24%;
- Queijo: + 5,28%;
- Manteiga: + 5,75%;
- Leite condensado: + 6,66%.
Cesta básica consome mais da metade do salário mínimo
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A cesta básica tão comum e necessária aos cidadãos, tem sido comercializada a preços surpreendentes. Com base nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os itens que compõem a cesta aumentaram em 67% no período de 12 meses. Esse percentual indica uma variação histórica.
Os maiores aumentos foram visualizados no café moído (67,01%), tomate (55,62%), batata (54,3%) e açúcar (35,74%).
Atualmente, o preço médio da cesta básica é de cerca de R$ 663,29, o que corresponde a 55% do salário mínimo.
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