Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Preços dos alimentos podem cair no Brasil?

Para o segundo semestre, alguns alimentos podem ficar um pouco mais em conta para o consumidor final. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Inflação sobre os alimentos: Consumidores abandonam produtos no supermercado

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

A inflação sobre os alimentos tem chamado atenção dos brasileiros. Apesar da deflação registrada no mês de julho, o grupo dos itens alimentícios apresentou alta. A cesta básica, fundamental às famílias, já consome metade do salário mínimo atual em algumas regiões do país. Diante dessa realidade, as pessoas querem saber, os preços podem cair? 

É importante ressaltar que a alta no preço dos alimentos é influenciada por uma série de fatores. A economia global sofre com os efeitos da pandemia de Covid-19 e a Guerra na Ucrânia. Os países europeus e os Estados Unidos falam sobre os riscos de uma recessão que se aproxima. 

O conflito entre Rússia e Ucrânia tornou escassa a exportação de grãos e fertilizantes, importantes recursos para a produção, além dos combustíveis, que influem diretamente sobre o preço final dos alimentos no Brasil, uma vez que o transporte rodoviário é majoritário no país. 

No entanto, no último mês de julho, a Ucrânia foi autorizada a retomar a exportação de grãos, o que deve acarretar numa diminuição nos custos de produção e dessa forma, os alimentos, provavelmente, ficarão um pouco mais baratos. As políticas adotadas sobre os preços dos combustíveis também devem gerar algum efeito. 

Com a mudança de estação e a diminuição nos custos, os produtores que não conseguiram arcar com a produção no inverno, devido aos altos preços e o clima seco, que prejudicou as pastagens, devem retomar os trabalhos. 

Assim sendo, de acordo com economistas, no segundo semestre o preço de alguns alimentos deve apresentar um leve recuo. Para uma melhora generalizada, porém, o cenário internacional e nacional ainda precisa avançar significativamente. 

Preço dos alimentos em alta 

No mês de julho, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação, registrou uma queda de 0,68%. Dentre os grupos analisados para compor o levantamento, o de alimentos apresentou elevação de 1,3%. Ou seja, os itens alimentícios estão na contramão e os brasileiros têm sentido isso. 

A pesquisa também apontou quais produtos tiveram as maiores altas. Confira. 

  • Morango: + 103,81%; 
  • Cebola: + 40%;
  • Batata inglesa: + 29,89%;
  • Leite: + 25,46%;
  • Café: + 15,24%;
  • Queijo: + 5,28%; 
  • Manteiga: + 5,75%;
  • Leite condensado: + 6,66%.

Cesta básica consome mais da metade do salário mínimo 

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

A cesta básica tão comum e necessária aos cidadãos, tem sido comercializada a preços surpreendentes. Com base nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os itens que compõem a cesta aumentaram em 67% no período de 12 meses. Esse percentual indica uma variação histórica. 

Os maiores aumentos foram visualizados no café moído (67,01%), tomate (55,62%), batata (54,3%) e açúcar (35,74%). 

Atualmente, o preço médio da cesta básica é de cerca de R$ 663,29, o que corresponde a 55% do salário mínimo. 

Enfim, quer ficar por dentro de tudo o que acontece no mundo das finanças? 

Então nos siga no canal do YouTube e em nossas redes sociais, como o Facebook, Twitter, Twitch e Instagram. Assim, você acompanhará tudo sobre bancos digitais, cartões de crédito, empréstimos, fintechs e matérias relacionadas ao mundo das finanças.

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

Topicos relacionados