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Sebrae e entidades fazem manifesto contra o fim do parcelamento sem juros

O texto chega após o presidente do BC dizer que o governo deve considerar medidas para reduzir o uso do parcelamento sem juros. Veja mais!

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento2 min de leitura
Cartões de crédito empilhados

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), a Associação Brasileira de Internet (Abranet) e outras entidades assinaram um manifesto contra o fim do parcelamento sem juros. O documento foi divulgado ontem (23).

O texto chega poucos dias depois do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, dizer que o Governo Federal deve considerar medidas para desestimular a utilização irrestrita da modalidade. Popularizada no país, a opção não provoca diferença entre o valor pago à vista ou em prestações.

O que diz o manifestado contra o fim do parcelamento sem juros?

O manifesto pontua que, para os consumidores brasileiros, o “parcelado sem juros” é a chance de comprar um produto ou serviço de acordo com seu orçamento. Segundo o texto, o comércio considera o parcelamento uma “linha de crédito para capital de giro mais barata e a chance de fidelizar clientes”.

Além disso, o manifesta cita a economia brasileira como uma das beneficiadas pelo parcelamento sem juros. Em 2022, a modalidade representou metade das aquisições com cartão de crédito, movimentando mais de R$ 1 trilhão, ou seja, cerca de 10% do PIB.

Bandeira do Brasil em forma de gráfico ascendente
Imagem: Ronnie Chua/shutterstock.com

Entenda as críticas sobre a modalidade popular no Brasil 

Os bancos não veem com bons olhos o parcelamento sem juros e apontam a modalidade como uma dos culpados pela alta do juros do rotativo. Atualmente, o governo discute alternativas para desacelerar o aumento das taxas da cobrança, que funciona como uma espécie de empréstimo.

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Por fim, além da proposta de limitação do número de parcelas, as empresas propõem o aumento das tarifas cobradas. Uma dessas taxas é a tarifa de intercâmbio, cobrada em cada transação com o cartão e paga pelo lojista ao banco. No final, esse valor é incluído no pagamento e pesa no bolso do consumidor.

Imagem: soumen82hazra/shutterstock.com

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Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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