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Vale-alimentação sofrerá reajuste com a inflação?
O Vale-alimentação não é um benefício obrigatório mas em algumas situações deve sofrer reajuste de acordo com a inflação.
O Vale-alimentação é um benefício concedido pelas empresas aos seus funcionários a fim de custear os gastos com produtos alimentícios em supermercados e estabelecimentos dessa área. O vale, geralmente, é pago mensalmente por meio de um cartão.
Outro benefício similar é o Vale-refeição, oferecido pelas empresas aos seus colaboradores para auxiliar no pagamento de refeições durante o horário de trabalho. Dessa forma, pode ser utilizado para a compra de refeições ou lanches em restaurantes ou estabelecimentos dessa área.
Vale ressaltar que nenhum dos dois é obrigatório. Cabe às companhias optarem por fornecer ou os sindicatos das categorias. Nesse sentido, não necessariamente os vales são reajustados conforme a inflação do ano. Para que isso aconteça, é preciso negociar com a empresa.
Caso esteja previsto em contrato ou em negociação prévia com o sindicato, é dever da empresa realizar os ajustes. Nesses casos, caso não haja reajuste, o trabalhador junto ao seu sindicato pode recorrer à Justiça do Trabalho.
Inflação
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) é considerado o indicador oficial da inflação no país. Seu cálculo é realizado com base no preço de produtos e serviços utilizados por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.
A inflação tem apresentado alta crescente. No acumulado de 12 meses, o percentual chega a 11,7%, segundo dados do mês de junho. No ano passado, a inflação bateu o recorde de seis anos no país.
A inflação do primeiro semestre deste ano ficou em 5,37%. Economistas apontam que a taxa inflacionária deve fechar o ano entre 7% e 8%. A meta estabelecida pelo Banco Central, no entanto, está bem abaixo: 3,5%.
Inflação sobre os alimentos
A alta no preço dos alimentos nos supermercados tem sido percebida cada vez mais pelos consumidores. Esse cenário é explicado por alguns fatores como a Guerra na Ucrânia, que aumentou a demanda por insumos, além da crescente nos preços dos combustíveis que impacta toda a cadeia de produção.
Segundo o IPCA, o setor de alimentos e bebidas cresceu 0,8% em junho. A cesta básica, item fundamental aos brasileiros, apresentou aumento significativo nos preços. O preço médio já consome mais da metade do salário mínimo atual (R$ 1.212).
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Na comparação do valor da cesta em junho de 2021 e junho de 2022, todas as capitais tiveram os preços elevados, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
No período de 12 meses, dos 50 produtos que mais aumentaram o preço, 34 são da área alimentícia.
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Imagem: Prostock-studio / Shutterstock.com
