Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Vale-alimentação sofrerá reajuste com a inflação?

O Vale-alimentação não é um benefício obrigatório mas em algumas situações deve sofrer reajuste de acordo com a inflação.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Vale-alimentação sofrerá reajuste com a inflação?

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

O Vale-alimentação é um benefício concedido pelas empresas aos seus funcionários a fim de custear os gastos com produtos alimentícios em supermercados e estabelecimentos dessa área. O vale, geralmente, é pago mensalmente por meio de um cartão. 

Outro benefício similar é o Vale-refeição, oferecido pelas empresas aos seus colaboradores para auxiliar no pagamento de refeições durante o horário de trabalho. Dessa forma, pode ser utilizado para a compra de refeições ou lanches em restaurantes ou estabelecimentos dessa área. 

Vale ressaltar que nenhum dos dois é obrigatório. Cabe às companhias optarem por fornecer ou os sindicatos das categorias. Nesse sentido, não necessariamente os vales são reajustados conforme a inflação do ano. Para que isso aconteça, é preciso negociar com a empresa. 

Caso esteja previsto em contrato ou em negociação prévia com o sindicato, é dever da empresa realizar os ajustes. Nesses casos, caso não haja reajuste, o trabalhador junto ao seu sindicato pode recorrer à Justiça do Trabalho.

Inflação

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) é considerado o indicador oficial da inflação no país. Seu cálculo é realizado com base no preço de produtos e serviços utilizados por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. 

A inflação tem apresentado alta crescente. No acumulado de 12 meses, o percentual chega a 11,7%, segundo dados do mês de junho. No ano passado, a inflação bateu o recorde de seis anos no país. 

A inflação do primeiro semestre deste ano ficou em 5,37%. Economistas apontam que a taxa inflacionária deve fechar o ano entre 7% e 8%. A meta estabelecida pelo Banco Central, no entanto, está bem abaixo: 3,5%. 

Inflação sobre os alimentos 

A alta no preço dos alimentos nos supermercados tem sido percebida cada vez mais pelos consumidores. Esse cenário é explicado por alguns fatores como a Guerra na Ucrânia, que aumentou a demanda por insumos, além da crescente nos preços dos combustíveis que impacta toda a cadeia de produção. 

Segundo o IPCA, o setor de alimentos e bebidas cresceu 0,8% em junho. A cesta básica, item fundamental aos brasileiros, apresentou aumento significativo nos preços. O preço médio já consome mais da metade do salário mínimo atual (R$ 1.212). 

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Na comparação do valor da cesta em junho de 2021 e junho de 2022, todas as capitais tiveram os preços elevados, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). 

No período de 12 meses, dos 50 produtos que mais aumentaram o preço, 34 são da área alimentícia. 

Enfim, quer ficar por dentro de tudo o que acontece no mundo das finanças? 

Então nos siga no canal do YouTube e em nossas redes sociais, como o Facebook, Twitter, Twitch e Instagram. Assim, você acompanhará tudo sobre bancos digitais, cartões de crédito, empréstimos, fintechs e matérias relacionadas ao mundo das finanças. 

Imagem: Prostock-studio / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

Topicos relacionados