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Consignado do Auxílio Brasil vai acabar sendo adiado pelo Governo?
O decreto que regulamenta o consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil já foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro.
A nota em Defesa da Integridade Econômica da População Vulneráveis tem sido assinada por entidades jurídicas, de defesa do consumidor e representantes de diferentes ramos, para solicitar que o empréstimo consignado do Auxilio Brasil seja adiado.
O decreto que regulamenta o consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil já foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e também pelo ministro da Cidadania, Ronaldo Bento. A previsão é que o crédito seja liberado até o início do mês de setembro.
Apesar da expectativa dos usuários do benefício, especialistas têm feito duras críticas à operação. Inclusive, algumas instituições financeiras já confirmaram que não vão oferecer o empréstimo por conta de diversos fatores, como risco de inadimplência.
Nota pede que consignado do Auxílio Brasil seja adiado
No documento é apontado que, atualmente, a concessão do consignado para beneficiários de programas de transferência de renda tende a provocar mais problemas para esse público. Além disso, a nota diz que “se os valores atuais são insuficientes para garantir uma vida digna, a possibilidade de comprometer até 40% desse valor com empréstimos condenará essas famílias ainda mais à miséria”.
Entre os apoiadores da nota estão a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, a Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Na nota, que até ontem (15) já reunia 300 assinaturas, as entidades solicitam que o início da comercialização do crédito seja adiado. Ao fim da campanha, o material será entregue ao Ministério da Cidadania.
Especialistas criticam o consignado do Auxílio Brasil
Os usuários que fazem parte da folha de pagamento do Auxílio Brasil são pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, que precisam de ajuda financeira do governo para poder pagar contas, comprar alimentos e suprir outras necessidades.
Do ponto de vista de especialistas, disponibilizar ofertas de crédito para um público economicamente fragilizado, pode provocar mais necessidades, uma vez que o valor das parcelas do empréstimo serão descontados da conta do beneficiário, de maneira automática.
Basicamente, uma família que recebe R$ 600 e contrata o empréstimo, terá que lidar com um Auxílio Brasil menor, a depender do valor que foi pego. Isso pode comprometer a quitação de dívidas de cunho essencial.
Instituições financeiras que estão oferecendo o consignado do Auxílio Brasil
Apesar das críticas, algumas instituições financeiras já confirmaram que vão ofertar o empréstimo consignado do Auxílio Brasil. Inclusive, nas últimas semanas, esses bancos disponibilizaram um pré-cadastro, onde é possível reunir os dados dos clientes interessados na modalidade de crédito.
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Enquanto isso, grandes bancos deixaram claro que não vão oferecer o consignado por conta do medo da inadimplência e outros fatores. Veja abaixo quais instituições já confirmaram o interesse em disponibilizar o crédito e quais não confirmaram.
- Bancos que vão oferecer o consignado: Caixa Econômica Federal, Banco Pan e Banco Safra.
- Bancos que ainda vão decidir: Banco do Brasil.
- Bancos que não vão oferecer o empréstimo: Nubank, BMG, Itaú Unibanco, Santander, Banco Inter, C6 Bank e Sicoob.
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