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Greve dos servidores do Banco Central chega ao fim após 3 meses

Na última terça-feira (5), os servidores do Banco Central decidiram pelo fim da greve que teve início no dia 1º de abril. Confira!

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · 3 min de leitura
Fachada do Banco Central

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Na última terça-feira (5), os servidores do Banco Central decidiram pelo fim da greve que teve início no dia 1º de abril. Contudo, o objetivo das paralisações não foi atingido, que era o reajuste na remuneração. 

De acordo com o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), foi decidido pelo término da greve também devido ao fim do prazo legal para ampliação de gastos com pessoal. Pois, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) veta reajustes nos últimos 180 dias de mandato.

Ademais, os servidores do Banco Central também reivindicavam a reestruturação de carreiras. Todavia, de acordo com Fabio Faiad, presidente do Sinal, a categoria vai seguir mobilizada pelas reivindicações.

Atraso nas publicações

Dessa forma, nos últimos três meses, diversas publicações habituais do Banco Central não foram realizadas, como o relatório Focus, que apresenta as projeções do mercado financeiro. Também não foram divulgadas as estatísticas de crédito, do setor externo e o IBC-Br, que mensura mensalmente a atividade econômica.

De acordo com o Banco Central, com o fim das paralisações, as divulgações serão atualizadas assim que possível.

Descaso com os servidores

Por meio de nota, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) afirmou que há “indignação” a respeito do congelamento salarial dos servidores civis por parte do governo.

“Diante desse quadro lamentável, resta aos 1 milhão e 200 mil servidores civis da União ativos e inativos, e seus pensionistas, denunciarem o descaso com que foram tratados pelo atual governo, para o qual a retórica de fortalecimento e valorização do serviço público não passou de promessas vazias”, explicou a nota.

Greve dos servidores

Após o presidente Jair Bolsonaro (PL) prometer um aumento somente para as forças policiais, diversas categorias de servidores públicos federais começaram a se mobilizar por reajuste salarial no começo do ano.

Assim, em abril, o governo federal chegou a falar em um aumento linear de 5% para todos os servidores. Entretanto, a proposta não agradou aos servidores, já que estava bem abaixo da inflação acumulada dos últimos anos e o governo desistiu dessa medida.

Após a confirmação de que daria mais o aumento de 5%, o governo passou a avaliar um reajuste no vale-alimentação, que atualmente é de R$ 458,00 para funcionários do Executivo. Porém, a medida também não foi implantada.

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Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

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