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Os aplicativos de mobilidade têm crescido significativamente nos últimos anos. Diante do cenário de crescimento do trabalho informal e a taxa de desemprego ainda alta, os cidadãos recorrem a outros meios para obtenção de renda. A Uber, maior nome do ramo, chegou ao Brasil em 2014 e tem se expandido cada vez mais pelo país.
Os motoristas que optam por trabalhar pelo aplicativo necessitam de um carro no próprio nome, ser maior de 18 anos, é claro, e ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) regularizada. A companhia exige alguns testes para a admissão dos trabalhadores. Há a formalização de um contrato com regras de segurança.
Ao assumir essa função, é preciso ter em mente que os ganhos são variáveis, uma vez que a renda vai ser definida a partir da quantidade de viagens que o motorista conseguir realizar, além de outros fatores que influem sobre os preços das viagens e os gastos do trabalhador.
Cálculo dos ganhos
De acordo com o site da Uber, os ganhos dos motoristas são calculados com base na quantidade de viagens, horários em que elas ocorrem, localidade e promoções semanais. A quantidade de corridas depende de cada usuário e se aquele trabalhador exerce a função como remuneração extra ou dedica seu tempo integral. Além disso, esse fator também depende da localidade.
Em grandes centros urbanos, como São Paulo, a demanda é muito maior quando comparada a cidades pequenas do interior. Nessas localidades, as distâncias percorridas também são muito maiores, consequentemente, o tempo a ser gasto também, o que influi diretamente sobre o ganho com cada corrida.
Os horários também influenciam, uma vez que em turnos de madrugada, as viagens tendem a ficar mais caras. Enquanto, no período manhã, tarde e noite, os preços costumam ser mais baratos. Outros aspectos podem trazer ganhos adicionais aos motoristas, como taxas por tempo de espera e taxas de cancelamento.
No entanto, é preciso considerar as despesas que os motoristas têm com combustível além de reparos necessários nos veículos. Por isso, os ganhos como trabalhador da Uber são tão variáveis de acordo com a realidade de cada um. Há ainda, as taxas que a própria empresa cobra dos motoristas, que variam de 1% a 40%.
Alta dos combustíveis
Com a alta dos preços dos combustíveis, as viagens via Uber também ficaram mais caras, é evidente. Diante desse cenário, algumas pessoas passaram a optar por outros tipos de transporte a fim de economizar.
Após a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis, os preços da gasolina e etanol apresentaram queda, o que é positivo para os trabalhadores que atuam como motoristas.
Antes da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Eleitoral, que previu a criação de auxílios para taxistas e caminhoneiros, houve a tentativa de incluir os motoristas de aplicativo nos programas, no entanto, a proposta não foi para frente e a categoria segue sem benefícios do Governo Federal.
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