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Commodities apresentam resultado que gera apreensão no mundo todo

Entenda os impactos da queda das commodities e porque um sinal de alerta foi gerado diante de uma possível desaceleração mundial.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Commodities apresentam resultado que gera apreensão no mundo todo

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

As quedas recentes nos preços das commodities (matérias-primas) geram um sinal de alerta para uma possível desaceleração mundial. Isto é, com a atenção de investidores cada vez mais focados nos sintomas de uma crise global, não é possível descartar uma recessão. 

Dessa forma, os futuros preços da soja têm sido negociados por menos de US$ 15, valor parecido com o registrado no início do ano, mas 18% abaixo do pico no mês de junho. O minério de ferro também apresenta valores abaixo do registrado antes do conflito na Europa. 

Além disso, os futuros preços do milho ficarão entre US$ 5,88 por bushel (equivalente a 27,2kg). Esse preço é o menor registrado em seis meses, após o relatório semanal do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que apontou uma estabilidade da safra norte-americana. 

Portanto, o baixo desempenho do minério de ferro gera uma perspectiva pessimista para a economia da China nos próximos meses. 

Mas o que são commodities?

A palavra commodities é o plural de commodity, que em inglês significa mercadoria. Ou seja, são produtos de matéria- prima produzidos em larga escala e que têm importância mundialmente.

Além disso, outra característica desses produtos é que costumam ter o preço parecido, independentemente do produtor ou país, e isso se deve à oferta e demanda mundial. 

Recuperação das commodities

Segundo analistas, a recuperação das commodities não será rápida, ainda que a maioria das restrições tenham sido suspensas. Com a política de “Covid Zero” adotada  pelo governo chinês e a baixa nas perspectivas econômicas globais, o mercado imobiliário dos EUA está em queda. 

Dessa forma, tal situação afeta o desempenho das commodities ligadas a construção. Exemplo disso são os metais,  que tiveram uma queda de 10% a 40% desde maio. 

Petróleo 

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Ao Diário do Comércio, Felippe Serigati, da FGV (Fundação Getúlio Vargas) destacou que com o crescimento mundial mais desacelerado, haverá menor demanda por petróleo. Assim, com a falta de procura o barril pode ficar abaixo de US$ 100, o que é prejudicial para economia norte-americana. 

Além disso, com o crescimento menor, o juros aumenta e os investidores passam a investir menos em commodities e focam em títulos públicos nos Estados Unidos. 

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Imagem: Maxx-Studio / Shutterstock.com

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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